quinta-feira, maio 19, 2011

As desculpas não se pedem, evitam-se

Lars Von Trier é um cineasta que nunca foi muito consensual entre os pares, eu não só fã mas gosto de alguns dos filmes dele, gosto do facto de ele não ir na onda, mas fiquei estupefacta quando tive o conhecimento destas declarações em Cannes.

«Eu gostaria realmente de ser judeu mas descobri que na verdade tenho origem nazi. Sabem, porque a minha família era alemã, Hartmann, o que também me dá um certo prazer», declarou, respondendo a uma pergunta sobre a origem alemã de sua família.

Eu compreendo Hitler. Acho que ele fez algumas coisas erradas, sim, com certeza, mas eu consigo vê-lo sentado no seu bunker no final.
Estou apenas a dizer», tentou explicar Von Trier, «que acho que entendo este homem. Ele não é o que se poderia chamar de um tipo porreiro, mas sim, eu entendo muito a seu respeito, e sinto por ele um pouco de compaixão, sim. Mas vamos lá, não sou a favor da Segunda Guerra Mundial e não sou contra os judeus.
É claro que gosto muito dos judeus mas não demais, porque Israel é uma ‘pedra no sapato’. Mesmo assim - como é que eu termino esta frase? - eu apenas gostaria de dizer, sobre a arte, que gosto muito de Speer», afirmou, destacando o «talento» do arquiteto nazi, condenado por crimes contra a humanidade.

«O.K., sou um nazi», disse Von Trier, encolhendo os ombros e deixando escapar um riso nervoso


Findo isto é mais que compreensível o facto de ter sido declarado persona non grata pelo Festival de Cannes.





2 comentários:

hierra disse...

que disparate...

GATA disse...

Passou-se!